Ciclovias

Conhecida mundialmente pelo céu e pelas ruas largas, Brasília pedala para ter um novo título, o de capital das ciclovias, já que a cidade assumiu a liderança nacional de malha cicloviária e caminha para ser uma das líderes mundiais, com 600km de faixas exclusivas para as bikes.

Com os mais de 400km já concluídos a cidade toma a dianteira do país ao ultrapassar os 300km do Rio de Janeiro, antiga líder nacional, e distancia-se ainda mais de São Paulo, maior cidade do país, que possui 69,8 km, segundo a Mobilize Brasil.

Assim, o DF terá uma das maiores redes de ciclovias do mundo, maior do que as de Copenhague (Dinamarca), Paris (França) e Amsterdã (Holanda), que têm, respectivamente, 350km, 394km e 400km, e quase tão extensa quanto a de Nova York (EUA), de 670km.

Para garantir que as bikes sejam um meio de transporte eficaz, mesmo entre as pessoas que precisam se deslocar por longas distâncias – seja para trabalhar, estudar ou para o lazer –, a legislação dá aos ciclistas o direito de levarem as magrelas no MetrôDF, que reserva o último vagão de cada composição para esse fim.

A idéia é estender esse modelo para o Expresso DF – o sistema de BRT que ligará Santa Maria/Gama ao Plano Piloto – com a criação de espaços nos ônibus para o transporte das bicicletas.

Quatro projetos compõem o plano de mobilidade por bicicletas no DF.

O primeiro é o de Rotas Integradas, do qual as novas ciclovias fazem parte e que também inclui as ciclofaixas do lazer – que todos os domingos cria áreas para ciclistas no Eixo Monumental e no Eixão aos domingos –, além de rotas de turismo.

O segundo é o Caminho da Escola, feito em parceria com o Governo Federal, que prevê a distribuição de bicicletas entre os estudantes de escolas públicas, em especial das regiões mais carentes, para facilitar o acesso dos jovens aos estabelecimentos de ensino e ao lazer.

Dentro do programa Rotas Cicláveis, a construção de estacionamentos públicos para as magrelas e integração com o metrô e com as linhas de BRT que são construídas no DF; também prevê o uso do sistema público de aluguel de bicicletas.

Assim, os passageiros que quiserem alugar uma bike não precisarão usar o celular e o cartão de crédito –como acontece com sistemas desse tipo atualmente em funcionamento no Rio de Janeiro e em São Paulo– e podem registrar e pagar o aluguel com o cartão do metrô e do ônibus.

A fim de garantir que todo o sistema funcione, o quarto projeto – Programa de Educação para os Diversos Atores do Sistema Viário – prevê ações educativas tanto entre os ciclistas quanto com os pedestres e motoristas de cargas e de transporte individual e de passageiros.

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